Ação · B3

Vale a pena comprar ações do Banco do Brasil?

O maior banco público do país, com ~67 milhões de clientes e mais de 5.000 agências: lucrativo, negociado abaixo do valor patrimonial e com um dividendo alto — mas controlado pela União, o que traz risco político. Veja nossa nota, os verdadeiros trade-offs e como comprar o papel.

7,0/10 Nota HelloBrokers Ver detalhe

O essencial

  • B3: BBAS3. Maior banco do Brasil por ativos; você compra a ação numa corretora com acesso à B3.
  • Valuation baixa: P/L ≈ 5,2x e P/VP ≈ 0,71x — negociado abaixo do valor patrimonial.
  • Dividend yield elevado (≈ 10,63%) e lucro líquido de ≈ R$ 24,67 bi nos últimos 12 meses.
  • Controle estatal (União): a tese é valor e dividendo, com risco político no radar.
Fundamentais4,0/5
Valorização4,5/5
Crescimento2,5/5
Rentabilidade3,5/5
Momentum2,5/5

01A nossa análise

O Banco do Brasil num relance

O Banco do Brasil é um dos maiores bancos do país, controlado pela União, com sede em Brasília, cerca de 67 milhões de clientes e mais de 5.000 agências. O que chama a atenção nos números é a combinação de uma valuation baixa — P/L em torno de 5,2x e P/VP de ≈ 0,71x, ou seja, negociado abaixo do valor patrimonial — com um dividend yield elevado, na casa de 10,63%. O banco reportou lucro líquido de cerca de R$ 24,67 bilhões sobre uma receita de ≈ R$ 278,57 bilhões nos últimos doze meses, com margem líquida em torno de 7,8%. Em troca, é uma empresa controlada pelo governo (free float de ≈ 49,6%), exposta ao ciclo de crédito, aos juros e à inadimplência. A tese aqui é de valor e renda, com risco político no radar.

Pontos fortes

  • Valuation baixa: P/L ≈ 5,2x e P/VP ≈ 0,71x — a ação é negociada abaixo do valor patrimonial.
  • Dividendo generoso: dividend yield perto de 10,63%, atrativo para quem busca renda.
  • Escala e solidez: um dos maiores bancos do país, com ≈ 67 milhões de clientes, mais de 5.000 agências e lucro líquido de ≈ R$ 24,67 bi em 12 meses.
  • Base de receita robusta: ≈ R$ 278,57 bi de receita nos últimos doze meses.

Pontos de atenção

  • Controle estatal: a União é a acionista controladora (free float ≈ 49,6%), o que expõe o banco a risco político e a decisões que nem sempre priorizam o minoritário.
  • Sensível ao ciclo: resultado dependente do ciclo de crédito, dos juros (Selic) e da inadimplência; margem líquida modesta (≈ 7,8%).

02Ficha do título

O Banco do Brasil em resumo

Nacionalidade 🇧🇷 Brasil Banco público federal, sede em Brasília; ≈ 67 milhões de clientes e mais de 5.000 agências.
Mercado / ticker B3: BBAS3 Ação negociada na B3, comprável nas corretoras com acesso ao mercado brasileiro.
ISIN BRBBASACNOR8 Ação brasileira, mantida numa conta em corretora com acesso à B3.
CEO Tarciana Paula Gomes Medeiros Presidenta do banco.
P/L ≈ 5,2x (a verificar) Múltiplo baixo; snapshot a atualizar a cada resultado trimestral.
P/VP ≈ 0,71x (a verificar) Abaixo de 1: a ação é negociada abaixo do valor patrimonial.
Dividend yield ≈ 10,63% (a verificar) Rendimento elevado; a tese é renda e valor.
Capitalização ≈ R$ 128,5 bi (a verificar) Snapshot a atualizar a cada trimestre.
Lucro líquido (12m) ≈ R$ 24,67 bi (a verificar) Sobre receita de ≈ R$ 278,57 bi; margem líquida ≈ 7,8%.

Dados fundamentais verificados a 7 de julho de 2026.

04O nosso veredito

Nosso veredito, com as fontes

7,0/10

Valor e dividendo, com risco estatal

Um banco grande e lucrativo, negociado abaixo do valor patrimonial e com um dividendo alto — mas controlado pela União e sensível ao ciclo de crédito e aos juros. Um papel mais indicado para carteiras de renda e valor do que para quem busca crescimento acelerado ou quer evitar risco político.

Para quem Investidores de renda e de valor que aceitam o risco político de uma empresa estatal em troca de dividendo alto e valuation baixa. Não indicado Quem procura crescimento acelerado ou prefere evitar exposição a uma companhia controlada pelo governo.

Isto é análise, não recomendação de investimento. A tese otimista: o Banco do Brasil negocia a um múltiplo baixo (P/L ≈ 5,2x) e abaixo do valor patrimonial (P/VP ≈ 0,71x), com um dividend yield elevado (≈ 10,63%) e lucro líquido de ≈ R$ 24,67 bi em doze meses. Para quem investe pensando em renda, é um dos perfis mais baratos entre os grandes bancos.

A tese pessimista: o banco é controlado pela União (free float de ≈ 49,6%), o que expõe o acionista a risco político e a decisões que podem não priorizar o minoritário. Além disso, o resultado depende do ciclo de crédito, dos juros e da inadimplência, e a margem líquida é modesta (≈ 7,8%).

No conjunto, avaliamos o Banco do Brasil como um caso de valor e renda: barato na valuation e forte no dividendo, mas com risco estatal e sensibilidade ao ciclo. O dado de desempenho no último ano e o ROE não constam do nosso snapshot, então não os afirmamos. Como em qualquer ação, não publicamos preço-alvo inventado.

05Passar à ação

Como comprar ações do Banco do Brasil no Brasil

A ação é negociada na B3 sob o código BBAS3. Você compra por uma corretora com acesso ao mercado brasileiro. Mais abaixo, o comparativo de corretoras.

À vista

Comprar a ação (à vista) numa conta em corretora

Você passa a deter a ação e recebe os dividendos distribuídos. O custo típico é uma taxa de corretagem por ordem (muitas corretoras zeram a corretagem para ações), mais a custódia eventual. No Brasil, as vendas de ações até R$ 20.000 por mês são isentas de Imposto de Renda no swing trade; acima disso, o ganho é tributado em 15% (20% no day trade), com apuração mensal e recolhimento via DARF. Indicada para o investidor de longo prazo.

CFD (com alavancagem)

Operar via CFD (alavancagem)

Um CFD replica o preço com alavancagem que amplia ganhos e perdas; os custos são o spread mais o financiamento overnight. Apenas para traders de curto prazo cientes do risco. A maioria das contas de CFD de pessoa física perde dinheiro.

Para a maioria dos investidores, comprar a ação à vista numa corretora com acesso à B3 é o caminho mais adequado ao longo prazo. Compare as corretoras por corretagem, custódia e facilidade de uso logo abaixo.

06Método

6 dicas práticas para comprar Banco do Brasil

  1. Pense em renda e valor

    O BBAS3 é um caso de dividendo e valuation baixa: avalie a solidez do banco e o dividendo, não o hype de curto prazo.

  2. Olhe o dividend yield com contexto

    Um yield de ≈ 10,63% é atraente, mas confirme a sustentabilidade do lucro e a política de distribuição antes de decidir.

  3. Considere o risco estatal

    O banco é controlado pela União; decisões de governo e mudanças de gestão podem afetar a ação. Pese esse risco político na sua tese.

  4. Acompanhe crédito, juros e inadimplência

    O resultado de um banco depende do ciclo de crédito, da Selic e da inadimplência — esses fatores movem o papel mais do que manchetes.

  5. Aproveite a isenção mensal

    Vendas de ações até R$ 20.000/mês são isentas de IR no swing trade — planeje as saídas com isso em mente.

  6. Diversifique

    Mesmo um banco grande deve ser uma posição entre várias, não a carteira inteira.

08Onde investir

Onde comprar ações do Banco do Brasil

Para o Banco do Brasil, priorize uma corretora regulada com acesso à B3, corretagem baixa em ações e um bom aplicativo. Compare as corretoras lado a lado.

Comparar corretoras para ações

FAQ sobre as ações do Banco do Brasil

Você compra BBAS3 por uma corretora com acesso à B3. Basta abrir conta, transferir recursos e enviar a ordem de compra pelo home broker ou aplicativo. Compare as corretoras logo abaixo por corretagem e facilidade de uso.
O Banco do Brasil é conhecido por distribuir dividendos, com um dividend yield que tem ficado em torno de 10,63% (valor a verificar, que varia com o preço e o lucro). Confirme a política de distribuição e a sustentabilidade do lucro antes de investir por renda.
Nas ações, as vendas até R$ 20.000 por mês são isentas de Imposto de Renda no swing trade; acima disso, o ganho líquido é tributado em 15% (20% no day trade), com apuração mensal via DARF. Os dividendos recebidos são atualmente isentos na pessoa física. Confirme sua situação, pois a tributação pode mudar.
Não publicamos um preço-alvo próprio. Existe um consenso de mercado de referência em torno de R$ 29,17 (reunindo cerca de 13 instituições, via hellosafe.com.br), mas é um número datado que muda com o cenário — não é uma promessa nem nossa recomendação. Recusamos inventar cifras ou falso consenso de analistas.

Por que confiar na HelloBrokers sobre esta ação

Equipe editorial independente. Não somos pagos pelo Banco do Brasil e não publicamos preço-alvo inventado nem falso consenso de analistas. As notas seguem nossa metodologia; os encaminhamentos às corretoras (sinalizados em cada página) financiam nosso trabalho e nunca influenciam o veredito.

Este conteúdo é apenas informativo e não constitui recomendação de investimento, consultoria ou oferta. Rentabilidade passada não garante rentabilidade futura. Investir envolve risco de perda de capital; os CFDs amplificam esse risco. Faça sua própria pesquisa e considere a opinião de um profissional antes de investir.

Fontes

  • Banco do Brasil S.A., Relações com Investidores — resultados e proventos.
  • B3 / hellosafe.com.br — dados de referência da ação BBAS3 (snapshot datado).
  • Consenso de mercado (≈ 13 instituições) via hellosafe.com.br — preço-alvo de referência (snapshot datado).