Staking de Ethereum (ETH): como funciona e como fazer em 2026

Guia do staking de Ethereum (ETH): como funciona depois do Merge, quais as formas de fazer, os riscos, como é tributado no Brasil e em quais plataformas fazer staking de ETH. Sem promessas de rendimento garantido.

Por Roch de Montesquieu Atualizado em 7 de julho de 2026

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O Ethereum é a segunda maior criptomoeda do mundo e uma das redes onde o staking mais chama a atenção de quem busca renda passiva em cripto. Fazer staking de ETH significa “bloquear” suas moedas para ajudar a validar as transações da rede e, em troca, receber recompensas. Mas não é dinheiro grátis nem rendimento garantido: as recompensas variam e o valor está sujeito à volatilidade. Este guia explica como o staking de Ethereum funciona depois do Merge, quais são as formas de fazer, os riscos, como é tributado no Brasil e onde fazer staking de ETH com mais segurança.

Como o staking de Ethereum funciona

Até 2022, o Ethereum usava o mecanismo de consenso Proof of Work (mineração). Com o evento conhecido como Merge, concluído em setembro de 2022, a rede migrou para o mecanismo Proof of Stake (PoS). A partir daí, quem valida as transações não são mais os mineradores, e sim os validadores que colocam ETH em stake.

Na prática, ao fazer staking de ETH você deixa suas moedas travadas para ajudar a manter a rede funcionando e recebe recompensas proporcionais ao valor em stake e ao tempo de participação. Essas recompensas são pagas em ETH e variam conforme as condições da rede, a quantidade total de ETH em staking e a plataforma escolhida — não existe um rendimento fixo e garantido. Desconfie de qualquer oferta que prometa um retorno certo.

Formas de fazer staking de ETH

Existem caminhos diferentes para fazer staking de Ethereum, com níveis de dificuldade e de exigência técnica distintos:

  • Staking solo (por conta própria): você roda o seu próprio validador. Esse caminho exige cerca de 32 ETH e conhecimento técnico para manter o validador online, mas dá o maior controle sobre o processo.
  • Pooled staking / liquid staking: você junta seus ETH com os de outras pessoas, sem precisar dos 32 ETH nem de rodar um validador. Muitas vezes é oferecido por plataformas e exchanges, e permite participar com valores menores.
  • Staking as a service (via plataforma): a corretora ou exchange cuida de toda a parte técnica por você. É o caminho mais simples para a maioria das pessoas — você ativa o staking de ETH com poucos toques no aplicativo.

Para quem está começando, o staking pela plataforma costuma ser o caminho mais acessível, já que dispensa os 32 ETH e a operação técnica.

Os riscos do staking de Ethereum

O staking de ETH não é isento de risco. Antes de começar, entenda os principais pontos:

  • Volatilidade do ativo: as recompensas são pagas em ETH. Se o preço do Ethereum cair, o valor total em reais pode diminuir mesmo com as recompensas acumuladas.
  • Período de bloqueio (lock-up): dependendo da forma de staking, suas moedas podem ficar travadas por um tempo, durante o qual você não consegue vender.
  • Risco da plataforma: ao fazer staking por uma exchange, você depende da segurança e da solidez dela. Prefira plataformas reguladas, com segregação de recursos e histórico sólido.
  • Slashing: no staking solo, um validador que se comporta mal ou fica offline pode perder parte do ETH em stake. É um risco a conhecer antes de rodar o próprio validador.

Regra de ouro: só faça staking de ETH com o que você pode manter investido por um tempo, e nunca com dinheiro que pode precisar no curto prazo.

Como o staking de ETH é tributado no Brasil

No Brasil, os ganhos com criptomoedas são acompanhados pela Receita Federal e pelo Marco Legal dos Criptoativos (Lei 14.478/2022), com supervisão do Banco Central. Em linhas gerais:

  • As recompensas de staking de ETH são consideradas rendimento e devem ser declaradas.
  • Na venda de criptomoedas, há isenção de Imposto de Renda quando o total de vendas no mês fica até R$ 35.000; acima disso, o ganho é tributado por alíquotas progressivas (a partir de 15%).
  • Guarde o registro de cada operação (data, valor em reais, quantidade). A responsabilidade da comprovação é sua.

As regras podem mudar — confirme sua situação com um contador ou com a Receita Federal antes de declarar.

Conclusão

O staking de Ethereum pode ser uma forma interessante de buscar renda passiva em cripto, desde que você entenda que a recompensa varia e não é garantida, e que o valor está sujeito à volatilidade do ETH. Para quem está começando, dá para fazer staking de ETH por plataformas do nosso comparativo — a Binance, por exemplo, oferece produtos de staking e Earn com Ethereum. Compare as corretoras de cripto por segurança, taxas e clareza das condições antes de decidir. Comece pequeno, escolha uma plataforma sólida, entenda o período de bloqueio e mantenha o registro para o Imposto de Renda. Encare o staking como um complemento de uma carteira diversificada, não como um atalho para ganhos rápidos.